Mais Recente

Varetas partidas e panos rasgados

Não há nada como acordar com uma bela manha de sol, ainda que seja, supostamente, Outono… A realidade tinha-se mantido esta até á bem pouco tempo, quando de repente, as manhas deixam de ser solarengas para se tornarem assombradas por umas pesadas nuvens…

Numa das minhas últimas quartas-feiras a minha rotina foi igual a todos os outros dias, acordar as 8:00 em ponto, arrastar-me da cama em modo zombie, tomar banho em modo zombie, vamos ser doidos e exagerados, esboçar um “bahh daaaa” em sinal de bom dia no percurso até ao banho… Até aqui nada de novo, fresquinho e tal, mas é de manha.

“Acorda, vamos para as aulas”… E assim começou o início do fim! Como nunca antes visto, nos dias anteriores, começou a chover a potes, mas literalmente a potes… E não fosse Aveiro, além da chuva um vendaval louco.

Dá para jogar um jogo e eu ao longo do dia joguei, foram uns fantásticos 7! Imaginem-me a passar ao lado dos caixotes do lixo e a dizer “Aveiro 3 – Guarda Chuvas 0”, todo o santo o dia… E depois há aquelas vezes em que me ponho a pensar: “ E se fosse com o meu guarda-chuva?”.

Vamos então viajar para aquela dimensão paralela em que eu uso guarda-chuva em vez de andar a apanhar molhas descomunais… Sim porque eu tenho a sorte de nos primeiros 30 segundos de chuva intensa do ano apanhar logo com ela… Apartes à parte.

Então ali vou eu todo pimpão com o meu guarda-chuva modelo “párachuvatoda 3000 S2”, comprado na loja dos chineses mas um fiel companheiro de chuvadas, ali todo artilhado, abertura automática retardada (e é mesmo retardada, carrega-se no botão e há um momento de suspense em que não se sabe se vai abrir ou não), tamanho condensado, pega reforçada e por ai fora, eu se quisesse até dizia que era em preto metalizado só para parecer coisa luxuosa…

E lá estou eu e o meu compincha para a tempestade, a quem a partir de agora vou passar a chamar “filho de uma p**a”, por razões óbvias e sentidas por toda a gente que usa um guarda-chuva em cidades que não gostam de vos ver secos e confortáveis. Estamos então a atravessar uma grande avenida, sem árvores, sem prédios, sem nada, basicamente no meio de um descampado, quando de repente começa a chover, e pum abertura retardada a funcionar e lá começo eu a agitar o “filho de uma p**a” para trás e para a frente para ele se abrir e eu me abrigar e acontece mais ou menos comigo aos saltos a agitar o guarda-chuva nas mãos e a dizer “abre-te meu filho de uma p**a que está a chover cara**o”, lá se abre e lá vou eu todo contente, até que vem o vento e o guarda-chuva dá uma guinada, e lá vou eu feito parvo atrás do guarda-chuva no meio de uma avenida movimentada. Pronto ok, não vale a pena lutar com o vento pelo guarda-chuva, vamos empenhar o guarda-chuva como se fosse um escudo e vamos ver se conseguimos um bocadinho de protecção. E assim vai, até que se começa a dar conta da cara seca e da nuca a escorrer água, faz-me sentir híbrido, meio peixe meio humano… um sereio autêntico.

E o dia continua, cheio deste tipo de peripécias, com uma poça de água nas pernas características daqueles abraços que o guarda-chuva nos dá quando se encosta a nós enquanto está fechado… Deve ter frio eu sei, mas porra eu também tenho e não fui feito propositadamente para a chuva!

Chega então uma altura em que uma pessoa fica ansiosa por ir para casa, mas está ali, a ver a chuva cair, até que pensa que não vale a pena estar ali a anhar e que se lixe, vamos embora que eu tenho sítios mais importantes e produtivos para estar, até por que estar ali a contar gotas de água faz me sentir burro, porque é mais ou menos “1.2.3.4.5.6.7.8. oh bolas perdi-me faltou-me contar aquela, aquela, aquela, aquela…”. E acabamos por ser heróis e enfrentar a tempestade e estamos a ir, e estamos quase a chegar, e para o estado do tempo estamos muito muito secos, até que chegamos a uma pequena rua, 10 metros de horror, 10 metros que assombram os pesadelos dos guarda-chuvas, 10 metros que assombram as pessoas com necessidade de manter o seu guarda-chuva vivo… E então nessa pequena distancia, lá vem ela, a rajada de vento mortífera, e ela sem aviso vira o guarda-chuva do avesso, dá lhe uma facada e deixa-nos ali… Caídos, de joelhos, a chorar a perda do nosso amigo, ou pelo menos parece, porque por esta altura só não me afogo porque é chuva, a segurar a sua frágil pega enquanto as suas hastes vergadas nos dizem “vai, vai sem mim”…  E lá libertamos um “ooooh fodasse” todos encharcados usamos o “filho da p**a” como bola e fazemos pontaria ao caixote do lixo, encolhemos os ombros e fazemos o resto do percurso todo à chuva e a pensar que toda a gente vai dizer “olha que idiota que ali vai sem guarda-chuva”.

O meu guarda-chuva ainda é vivo, estas provas de morte foram passadas por um amigo mais impermeável e resistente, mas eu temo perder o meu guarda-chuva numa destas situações… E você? Se você ama o seu guarda-chuva ligue “707 guarda-chuva” e saiba como proteger o seu guarda-chuva… A vida do seu guarda-chuva depende de si, depende de todos nós…

Em memória aos 8 guarda-chuvas encontrados em caixotes do lixo nas ruas de Aveiro neste fatídico dia e de todos aqueles nunca encontrados…

Malas de senhora

Acho que chegou a altura… Foram feitas referencias e com elas muitas promessas…. Chegou a altura de abandonar tudo e criar o melhor post chinês da actualidade! Vem tarde demais não?

Hoje estamos aqui reunidos, não para falar de chineses e chinesas ou de charters, mas para visitar um mundo negro que nos assombra a todos, tão negro que assombra inclusive quem o confronta todos os dias. Estamos aqui para falar de MALAS DE SENHORA! Ah boa, lá se foi o suspense, está escrito no titulo…

Que é? Não fiz promessas? E referencias? Fiz? Óptimo então, seguindo viagem…

A imagem e a situação são revisitadas por mim vezes e vezes sem conta, infelizmente, é algo que surge sempre através de um “tira-me isto da minha carteira” ou um “segura aqui enquanto eu procuro isto”. E por incrível que pareça as diferenças são muito poucas, porque o desespero vai dar ao mesmo. Na primeira situação estamos perante uma caça ao tesouro, que nos obriga a emergir de cabeça dentro da mala e escavar até se encontrar o que se pretende, a outra situação obriga-nos a servir de cabide, mesa, suporte de chaves, basicamente somos um tudo em um. E no entanto a ideia com que fico é sempre a mesma: “para que raio precisas de tanta coisa e como raio é que cabe tanta coisa ai dentro?”.

E se fosse só isto…. Quem me dera, mas há sempre relíquias lá no meio, quase que só falta encontrar uns tachos e umas panelas lá pelo meio, colheres já vi, pratos também. Acho que o mais estranho foi uma banana, uma banana? A maça ainda é naquela, mas uma banana? E também já vi cerejas…. E não venham com o “ah a banana é fruta, e as cerejas também…. Seu racista de frutas, seu… seu… insensível!”. É preciso reparar que a maçã é um clássico que combina muito bem com uma mala de senhora, qualquer dia o senhor Luis Vitor ou lá como é que o homem se chama, aquele das malas muito chiques e caras começa a vendar maças e domina ali o mercado da mala e do que lá vai dentro, o passo seguinte seria o dinheiro desenhado por ele. Já estou a ver, uma moeda de 1€ à venda por 400€, e viva o luxo…

E cá estou eu, mais uma vez, a divagar… É melhor retornar ao cerne da questão, ou dito de outra forma ao conteúdo da coisa, porque efectivamente estava a falar do conteúdo das malas. E encontrar chaves ali dentro, temos as chaves de casa, as chaves do carro, as chaves do trabalho, as outras chaves de casa, as chaves de casa dos pais, as chaves de casa dos avós e eu podia continuar a ser hiperbólico…

E o mais engraçado é que quando se pensa – “ahh já sei, vou lhe pedir a ela, é uma menina/senhora, costuma ter esse tipo de coisas” – e efectivamente se pede elas nunca têm, nunca, podem ter tudo menos o que se quer, aposto que se pedir um alicate hoje não vão ter, mas amanha já la vai estar e nunca mais vai ser necessário….

Aqui está mais uma coisa que eu nunca hei-de compreender, eu tenho o telemóvel no bolso, a carteira com dinheiro e documentos noutro e as chaves num desses, sobrevivo, é mais que suficiente, e no entanto elas ainda precisam de uma mala enorme, gigante mesmo!

Mas atenção, é bastante agradável poder contar com a mala de alguém quando eu preciso de sentir os bolsos libertos. São gigantes, confusas e aterradoras, mas têm o seu ponto positivo.

Malas de senhora, ficam-lhes bem, e até nos dão jeito… Malas de homem, coisa muito bicha, e não não é um porta documentos, é bicha e ponto final.

Bolachas de… esferovite

Hoje foi um dia minimamente diferente, pensando bem foi bem normal, acordei tarde, tão tarde que o lanche foi o almoço e o jantar foi o lanche, daqui a bocadinho vou cear, e não fiz mais nada se não estar na palhaçada.

A culpa nem é minha, eu até ia ficar sossegado em casa mas há quem goste de apelar ao meu sentido responsável para me atrair para tais palhaçadas e novas descobertas. Efectivamente coisas novas são sempre bem vindas mas infelizmente algumas não são necessárias.

Foi exactamente o caso hoje, quando, a meio de uma árdua sessão de estudo (cof cof), a raiz, uma amiga que em nada contribui para que eu seja alguém sério, decide que seria uma boa altura para fazer uma pausa, e podia ser uma pausa com kit-kat, isso era altamente mas não… Daquela enorme mala feminina que eu posso jurar que não tem fim, acho que é possível uma pessoa perder-se lá dentro, não devo ser o único a imaginar uma mulher a mergulhar a cabeça dentro da mala para procurar as chaves do carro, fica para outra altura.

Onde é que eu ia?Ah sim, sacar da mala uns discos redondos de esferovite, juro que era esferovite, bolinhas brancas compactadas numa placa circular com uma textura esponjosa… é esferovite certo? Errado, são bolachas… aparentemente.

Toma come – disse-me ela – vou ficar ofendida se não comeres – mulheres…. -.-

E eu, com cara de criança desconfiada que está prestes a provar brócolos pela primeira vez e que sabe à partida que se vai arrepender, lá parti um bocado de bolacha e pus à boca. Foi neste preciso momento que as minhas papilas tiveram uma epifania, Ratatouille style! E… não estou a mentir-vos, sabia exactamente ao esperado, não sabia a nada, tinha uma textura esquisita e sinceramente acho que é exactamente assim que sabe um pedaço de esferovite. Um minutinho… E mais uma vez enganei-vos, peço desculpa mas a esferovite não se desfaz na boca, no entanto o sabor é quase o mesmo…

Portanto temos umas bolachas de arroz que parecem esferovite, cheira a esferovite e sabem a esferovite, vou partir do principio que são esferovite! São óptimas para embalar encomendas, pensem bem esferovite de arroz! Ai está a solução para quando o petróleo acabar e não se puder fazer esferovite à boa moda antiga!

Já estou a imaginar um anúncio a panelas! “Nova panelex-3000 agora embalada em esferovite de arroz, com a panelex-3000 pode cozinhar mal recebe a panela, use a embalagem como ingrediente :D ” -.-

Portanto ali estava eu a pensar isto enquanto lá longe dos gritos agoniantes das minhas papilas gostativas continuava a ouvir: “Come a bolacha se não vou ficar ofendida”. E aquela porcaria era grande, é do tamanho da minha palma da mão!

Bem ao menos não sabe a nada – pensei eu – isto é montes de seco credo – só mais um bocado disse a mim mesmo.

Vá só mais uma, metade para mim metade para ti – disse ela enquanto sacava de mais uns quantos pedaços de esferovite da carteira e me tentava enfiar pela guela abaixo aquela coisa estranha a que alguém chama bolachas, mais um bocado e era um hamster a armazenar comida nas bochecas.

E finalmente acabou, agora supostamente aquilo é um produto dietético, aquelas coisas para encher o estômago… coisas de bolimica… palavra errada, essas comem e mandam para fora… Coisas de senhoras que se preocupam com o que comem e gostam da palavra integral. Devo dizer que senti em mim um vazio muito grande, daqueles que entristecem uma pessoa… vazio esse que só podia ser preenchido por… por um bom naco de carne, algo com substancia. Aquilo causou uma fome tal em mim, que posso muito bem ter acabado com o stock de comida aqui em casa, amanha vou passar o dia a abrir o frigorífico e a pensa: “unnnh o que é que há para comer” – vezes e vezes sem conta!

Lição do dia, olhas e parece esferovite, tocas e parece esferovite, cheiras e parece esferovite, provas e a só não parece esferovite porque se desfaz na boca, não comas… é estranho.

bolacha de esferovite

Parecem ou não esferovite?!

Obrigado pela ‘esferovite’ root, e desculpa qualquer coisinha :P

O regresso de Satisfaction!

Desta vez com velhinhas :O

Oxigenoterapia

Hoje vou correr um risco que não gosto muito de correr, mas que se lixe, hoje estou audaz.
Vamos correr o risco de baixar as calças e mostrar o rabo à ciência. Efectivamente, não sei o que raio significa aquele palavrão ali em cima e espero não saber porque aquilo é algo que acontece nos hospitais e não tenho vontade nenhuma de um encontro romântico entre a minha pessoa e uma garrafa de oxigénio. Isso só significava más notícias, pelo menos para mim.
Mas de todos os males antes estar agarrado ao oxigénio do que ter de ser vítima de respiração boca a boca de uma personagem estranha, uma enfermeira da cruz vermelha, daquelas que vai fazer voluntariado para África e quando volta tem 60 e muitos anos, OU MAIS. Talvez só o susto chegasse para acordar os pulmões, quem sabe se não me tornava num maratonista naquele exacto momento. Pernas para que vos quero! É que era logo ali, batia o recorde do Sr. Bolt.
Sinto mal por estar a gozar de um procedimento que salva vidas. Bah, quem é que eu quero enganar? Não me sinto nada mal, eu passo a vida a gozar com tudo o que me rodeia. “UUUUH olhem para mim salvo vidas!” Então e depois? Eu não salvo vidas e também aqui ando, não ando? Se pensar bem até salvo vidas, aqui há uns dias vi um insecto a passear pela parede e não me apeteceu mata-lo, salvei uma vida!
Ora bem, em que situações é que se dá oxigénio a uma pessoa? Segundo um artigo muito interessante que encontrei na internet (Não tinha imagens, como é que é possível não ter imagens? O que eu sofro para vos entreter, incrível.) Há vários sintomas que levam os profissionais de saúde a enfiar-vos um canudo com oxigénio pelas narinas abaixo, ou pela boca abaixo. De uma forma ou outra podem ser oxigenados, infestarem a sala não conta, se isso vos acontecer limitem-se a abrir uma janela ou a assobiarem como se não fosse nada com vocês. A vossa oxigenação só vai acontecer se entrarem em hipóxia (e que grande palavrão que eu escrevi aqui), que basicamente significa ficarem sem oxigénio, e como eu estou numa de mostrar o rabo à ciência, é ficarem sem ar.
Aconselho ao pessoal andar com uma mini garrafa de oxigénio atrás, quer dizer, às vezes uma pessoa vai na rua e fica sem ar, nessas situações sabia bem abrir a garrafinha e dar um golo de oxigénio, para matar a sede, ouvi dizer que era saboroso, tem assim um paladar insípido e um aroma inodoro (e não, paladar e aroma não são a mesma coisa).
Enquanto estava a ler o artigo li lá um sintoma muito divertido, era o chamado “batimento de asa de nariz”! E também li que alguns sintomas eram a confusão e a inquietação. Eu quanto a vocês não sei, mas se o meu nariz ganhasse asas e começa-se com ideias de bater asas e voar eu também ficava inquieto e confuso, quer dizer, é o meu nariz a querer desfigurar-me e deixar-me desnarigado, se eu não quisesse o meu nariz subia ao monte Evereste e esperava que o frio o fizesse cair. Agora bater asas e voar, já agora, depois quem é que pagava a multa por andar ai um objecto voador que não está registado no Instituto Nacional de Aviação Civil. Era eu? Já não me basta os impostos ainda tenho de pagar as caprichices do meu nariz, não queria ele mais nada. Não tem autorização para levantar voo e não tem! Volta ao parque de estacionamento que não vais a lado nenhum.
Uma pessoa tem de ser assim, de pulso firme com as partes do corpo, havia de ser bonito, quer dizer o nariz vai-se embora e a seguir ia o quê? As orelhas? Ou os dedos? E preciso dos meus polegares para escrever, eu sobrevivo à custa do que escrevo (por acaso até não, mas podia).
E depois há aquelas lojas de roupa chamadas Oxigénio, aquilo realmente é terapia, mas é terapia mais direccionada às senhoras, podem disfrutar de um período de compras para curar a depressão ou então podem desfrutar do período de comprar para aumentar a dependência que tem nestas. É muito engraçado andar à pancada por uma peça de roupa, mas isso fica para outro dia.
Narizes e lojas à parte, a oxigenoterapia é um procedimento médico importante e não tem piada nenhuma quando há uma vida em perigo, por tanto atentem no conceito não científico deste artigo e não se sintam ofendidos.
Boas oxigenações para toda a gente, divirtam-se a saborear a nova bebida da moda, o oxigénio.

 

أنا مثلك

أنا مثلك

Matemática e as mulheres

Aparentemente, nem sempre as mulheres e a matemática se viram juntas, quer dizer, antes do séc. XIX era raro haver uma mulher que se dedicasse a esta ciência, ou melhor era raro haver mulher que se dedicasse a qualquer ciência, não porque não devam (mama ai ó… existe mesmo alguma religião que eu pudesse mandar as favas agora?) mas porque a sociedade não achava digno de uma senhora. Quer dizer só é digno estarem em casa a tratar da roupa da casa e da paparoca, porque isso é que é bom, uma mulher que saiba fazer boa paparoca.
Por falar nisso sinto um grande vazio dentro de mim que precisa de ser fechado, tenho de encontrar uma, definitivamente tenho de encontrar uma sandes algures no frigorífico, que se lixe, até faço a sandes se for preciso, a fome leva um homem a fazer loucuras, eu a fazer uma sandes a estas horas, onde é que já se viu, se fosse à 5 minutos atrás ou daqui a outros tantos… É uma vergonha. Ah e filhos, esqueci-me de falar em filhos no primeiro parágrafo e fazer comida, já falei nisso, fazer comida? Já, já falei nisso.
Mas não estou aqui para falar sobre a sociedade que não gostava da matemática das mulheres, ou da comida que elas fazem (se bem que não me importava), eu estou aqui mesmo porque tive uma epifania enquanto estudava um ramo da matemática, não o tronco, não as folhas, não os frutos (os frutos costumam ser dores de cabeça) mas um ramo. E tive um momento de epifania.
Foi incrível, ficou tudo branco, ouviu-se uma melodia angelical e uma bela voz vinda de lado algum mostrou-me o caminho a seguir, foi maravilhoso. Na verdade continuei a ver números à frente (efectivamente o papel é branco, mas os números são pretos, e as quadrículas azuis…), não ouve melodia angelical, e não ouve voz, apenas tive uma ideia idiota. Não me podem culpar por pensar noutras coisas que não o estudo! Tu também o fazes! E tu, e ela, e aquele lá atrás, sim tu ai atrás, o amigo imaginário dela ali, sim tu!
Momentaneamente passou-me pelo pensamento a seguinte frase: “as mulheres são como a matemática”. E logo a seguir ocorreu-me algo como: “Hey, isto dava um texto grande e bom para manter aqueles idio… não cliente… também não pá…. Leitores? Gente simpática? Não! Gente sem nada para fazer, é isso, aquela gente sem nada para fazer. Eu próprio não tenho nada para fazer.
E se pensarmos bem, podemos comparar a matemática às mulheres (acho que outra ciência também poderá encaixar bem aqui), podemos descrevê-las com matemática, insultá-las com matemática, cortejá-las com matemática e se forem professores podem até lixá-las com matemática.
O ponto da questão está que para a matemática é preciso dedicar tempo e vai ser difícil perceber aquilo à primeira, é preciso muita experiência é preciso errar muitas vezes para perceber a coisa, infelizmente. É verdade. “Eu percebo este exercício, próximo, quer merda é esta? Porque é que isto tem um palavreado parecido com o anterior mas na realidade não tem nada a ver com o anterior mas no fundo até se fazem da mesma maneira, ou quase?!”
Situações parecidas, problemas diferentes, resolução igual. Cala-te, faz o que ela quer e pede desculpa com todos os dentes que tens, e não tens, mas que podias ter se não fosse o parvalhão do dentista ter esfaqueado a gengiva para conseguir arrancar um dente que afinal até era o dente que não doía. (não que tenha nada contra dentistas mas um penso em dizer alguma coisa (nada) simpática sobre eles).
A matemática todos os dias tem um problema novo, ou apresenta-nos um problema novo, elas/vocês também. (anh, escrita adaptativa gostaram?)
Meus senhores e minhas senhoras, isto é a matemática.
A matemática tem coisas maravilhosas, eu adoro matemática, dá-me um gozo tão grande conseguir resolver exercícios, e no entanto ás vezes digo: odeio-a. Com as mulheres é a mesma coisa, são maravilhosas, é óptimo partilhar alguma coisa com elas, no entanto, às vezes odiamo-las. E quando são dois em um? Matemática e mulheres num único pacote… Pode ser muito bom, ou então escandaloso (escandaloso, definitivamente era o que eu diria se me perguntassem sobre o pacote “professora matemática secundário”).
Sinto que é um momento para reflectir… sobre o que? Não sei, acho que todos o devíamos fazer, enquanto isso, enquanto reflectem eu vou partilhar uma tese minha, e de muita gente por esse internet fora e depois, para não ofender susceptibilidades vou deixar um coisinha bonita para o fim. : D

Ora bem, como toda a gente sabe uma mulher requer tempo e dinheiro:
Mulher = tempo x dinheiro
E tempo é dinheiro:
Mulher = dinheiro²
Bem, é do senso comum que o dinheiro é a raiz de todo o mal:
Mulher = √(mal²)
Mulher = mal

Não resisti, peço desculpa com isto:

I’m sure that I will always be
A lonely number like root three

The three is all that’s good and right,
Why must my three keep out of sight
Beneath the vicious square root sign,
I wish instead I were a nine

For nine could thwart this evil trick,
with just some quick arithmetic

I know I’ll never see the sun, as 1.7321
Such is my reality, a sad irrationality

When hark! What is this I see,
Another square root of a three

As quietly co-waltzing by,
Together now we multiply
To form a number we prefer,
Rejoicing as an integer

We break free from our mortal bonds
With the wave of magic wands

Our square root signs become unglued
Your love for me has been renewed

David Feinberg

Está em inglês porque o original é inglês e soa melhor assim, rima e tudo, não traduzam no Google, não traduzam de todo, aprendam a falar inglês.

Efeitos secundários da exposição prolongada à matemática

Numa altura em que quase todos os dias tenho cadeiras ricas em matemática, em especial à segunda e à quinta onde são 4 horas, mais ou menos seguidas, de matemática. Isto, de certa forma, causa alguns efeitos secundários.

São efeitos inevitáveis sendo o primeiro cansaço mental, até o professor a meio da aula o sente, quer dizer, é preciso estar-se mentalmente esgotado para achar fascinante e rir-se todo contente com aquelas coisas ilógicas da matemática. Achar isso giro e inventar uma nova operação matemática, a operação secar, pois ele queria que se secasse a primitiva da função em questão. Foi muito divertido.

É claro que isto não é o grosso do tema, o grosso é mesmo a abstracção da matéria que nos permite fazer grandes associações e chegar a grandes conclusões, como por exemplo um dos efeitos secundários da matemática.  É verdade, o cauda e efeito vai revelar os verdadeiro efeitos secundário da matemática! (aconselho vivamente a acompanhar o texto com esta música com fundo, só para ser mais dramático)

E ali estávamos nós, em sofrimento no meio da aula de análise matemática, e não resistíamos mais, foi então que pedimos para ser evacuados (não sei não, mas descrever as coisas de forma bélica vai muito bem com a música) da sala e daquele cenário de horror com derivadas, primitivas e integrais, e em tom de ultimato dissemos que aquilo nos estava a deixar de olhos em bico, era impossível não aguentar mais aquele ritmo de batalha, uma batalha que os números estavam a ganhar, pelo menos a mim estavam.

E quando ninguém nos podia ajudar, só nos foi dito: “ficar com os olhos em bico? Olha que virar chinês é perigoso!”.

E então eu tive uma epifania e foi então que compreendi os verdadeiros perigos da exposição prolongada à matemática, como se virar chinês não bastasse, isso ainda acarreta mais efeitos nocivos e vá, maus.

Vejamos se eu virasse chinês iria falale assim, teria uma lojinha atafulhada de coisas e mal vocês entrassem na minha loja eu ia levantar-me de forma assustadora e ias vos perseguir pelos estreitos e sombrios corredores da loja e quando fosse necessário ver o objecto mais de perto iriam ouvir: “quele complale, não quele complale não mexeeeee!”.

Como se o pior fosse ser chato com os meus clientes, até parece que não aguento uma voltinha pela loja dos chinocas… ahhhh espera lá, não consigo têm aquele cheiro nauseabundo a incenso e cosméticos produzidos com algo nojento. Blheeeee

E para acabar, acho eu, temos o facto de eles importarem tudo da china. Quer dizer, nós olhamos para a maioria das nossas coisas e são todas “made in china” e até são boas, seria de esperar que as lojas dos chineses tem boas marcas, mas não, parece que há uma regra qualquer que diz chineses importam maus produtos chinocas, todos os outros sabem escolher. Só posso concluir que os chinocas não sabem escolher o material de qualidade, se calhar não conseguem ver bem, será? (ainda estão a ouvir a música espero, é que agora vem aqui mais suspense!)

Mas esqueci-me totalmente dos restaurantes, onde a comida até é boa e onde depois no fim nos perguntamos o que será que aquilo leva e alguém nos lembra que os chineses comem coisas como insectos fritos, cães, gatos e por ai fora. Onde é que está a piada dizem vocês horrizados. Eu digo-vos onde está a piada o chef do restaurante está a rir-se das vossas caras!

E depois disto tudo aposto que vão pensar duas vezes antes de olharem para a matemática.

E aqueles nomes estranhos das lojas e dos restaurantes, aposto que traduzidos da algo como “vais comer cãozinho, cliente tolinho”.

Pensem e tremam de medo.

“Mais talde ou mais cedo vai vile a minha lojinha”

Em dois sitios ao mesmo tempo!

Parece um total absurdo falar em estar em dois sítios ao mesmo tempo, e até nem tem assim grande utilidade. A que propósito é que eu queria poder estar aqui todo contente a pensar que isto vai fazer alguém rir e, ao mesmo tempo, estar noutra cidade a fazer outra coisa qualquer? Era bem mais interessante eu ser uma mosca, só as vezes, aposto que morrer esbofeteado e esmagado não é agradável, e depois ia libertar aquela nhanha amarela de mosca esmagada, e ia ficar agarrado às coisas com um aspecto extremamente nojento.

Estou aqui a tentar esmiuçar a minha criatividade, não é que tenha muita, mas vamos pensar bem, só o facto de me imaginar em dois sítios ao mesmo tempo é muito complicado, nem sei para onde eu iria.

Quer dizer, a meio da semana estava muito feliz a conversar no Messenger e de repente dizem-me: “fui agora a casa de banho e tu vieste comigo”. Nunca na vida tinha conseguido ouvir grilos noutro sítio que não no campo, mas desta vez ouvi grilos dentro da minha cabeça, tive um momento de silêncio dentro da minha cabeça. Eu que estava tão relaxado na minha caminha subitamente estou na casa de banho de alguém a não sei quantos quilómetros de distância, mas que coisa sou eu que faço isso? Se calhar tenho um irmão gémeo maquiavélico que vive para manchar a minha imagem. Ahh esqueçam para isso tenho o cauda e efeito, não é preciso ninguém para me manchar a imagem.

E depois de muita suposições na minha cabeça e muitas reviravoltas esclareceram-me que eu fui sobre a forma informática, basicamente levaram o portátil para a casa de banho, eu devo perguntar: “Estava quentinho sobre as pernas?”. É uma imagem muito estranha levar o portátil para a casa de banho, isso devia ter um nome… E não é que tem, são os geeks, esta coisa do portátil encaixa bem no perfil de um geek! Peço desculpa, a minha memória anda mesmo má, se não me falha a memória tinham-me dito que o álcool ajudava à coisa, estranho, por esta altura já esperava resultados.

Se extrapolarmos a situação, neste preciso momento eu sou omnipresente, quer dizer, para além de estar a fazer o que é que quer que eu esteja a fazer, o mais provável é estar nas aulas ou a dormir (ou então a dormir nas aulas), também estou junto a vós, presente através deste conjunto de palavras que juntas fazem uma bela merda meus filhos, porque satanás chega até vocês por esta página da internet malvada, Deus bos perdoe meus filhos. Quanto a vocês não sei mas esta personagem de padre extremamente irritado associado à característica da omnipresença até que nem caiu mal.

Bem, vou parar por aqui que isto está a perder qualidade à mesma velocidade que as caganitas de gaivota caem sobre as pessoas, aconteceu recentemente isso a uma colega minha, foi giro “ahhh uma gaivota cagou m na mão, que nojo”,  ela estava a fazer uma imitação muito má de uma gaivota, até percebo a raiva da verdadeira gaivota.

Até à próxima.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.